Capítulo VI – A Terra por fora e por dentro

Conhecendo nosso
planeta
Olhe um retrato seu. A imagem mostrará a cor de seu
cabelo, o formato de seu rosto, o comprimento dos seus braços e pernas, e assim
por diante.
Tire uma radiografia de seu interior. A imagem
mostrará seu coração, pulmões, figado, intestino, e assim por diante.
Com a Terra acontece a mesma coisa.
Quando o satélite tira um retrato da Terra, você vai
ver os oceanos e continentes.
Quando os cientistas tiram a radiografia do interior
da Terra, você vai ver as camadas de que é formado o centro da Terra.
Vamos primeiro ver o retrato da Terra
Quando olhamos o retrato da Terra, as fotos tiradas
pelos satélites, vemos que a maior parte é azul, são as águas que formam os
oceanos e rios, a parte colorida são os continentes e ilhas.
A camada externa da Terra, onde estão as águas e as
terras, é chamada crosta terrestre e é nela que vivemos.
Os retratos da Terra por fora são os mapas.
Na figura abaixo vemos o mapa mundi, que é o retrato
total da Terra.

Nele podemos ver o continente americano (América do
Norte, América do Sul e América Central), a África, a Europa, a Ásia, a Oceania
e a Antártica.
Os continentes estão cercados pelos oceanos.
Atualmente o retrato da Terra é este, mas há milhões
de anos era muito diferente.
As terras formavam um só continente, e as águas um só
oceano, que foi se partindo em dois e mais tarde em vários pedaços.
Isto aconteceu porque em baixo da crosta
terrestre há movimento.
Vejamos as modificações
que sofreu o planeta Terra por fora.
No princípio, há 225
milhões de anos, as águas formavam um só oceano, chamado Pantalassa, que rodeava
uma só terra, chamado Pangea.
Se há 225 milhões de anos
fosse tirado um retrato da Terra, ele seria assim: um grande oceano chamado
Pantalassa e um grande continente chamado Pangea, como vemos na figura abaixo.
A parte da terra que está
abaixo da crosta terrestre se movimenta frequentemente, e nestas movimentações a
terra se rompe como um tijolo que vai se quebrando.
A terra foi rachando e as
águas foram entrando nestas rachaduras da crosta terrestre : o Pantalassa
(grande oceano) foi dividido em dois oceanos, e a Pangea (grande continente)
formou dois continentes. Se há 200 milões de anos fosse tirado um retrato da
Terra, ele seria assim: dois oceanos chamados Pantalassa e Tethys e dois
continentes chamados Laurasia e Gondwana.
135 milhões de anos atrás a terra se movimentou
fortemente e novas rachaduras foram feitas. A água penetrou entre elas e novos
oceanos surgiram.
Se houvesse um retrato da Terra desta data ele seria
como o da figura abaixo.
Este retrato mostra que a Laurasia formou as terras
do hemisfério Norte e a Gondwana formou as terras do hemisfério Sul.
Há 50 milhões de anos houve uma nova separação e o
retrato da Terra seria quase igual ao que é hoje, com os hemisférios divididos
em continentes e os oceanos, como são hoje, como se vê na figura abaixo.
Atualmente o retrato da Terra é o mapa mundi que
vemos a baixo.
As terras estão divididas em seis continentes e as
águas formam cinco oceanos.
Os continenetes são: Ásia, África, Américas, Europa,
Oceania ou Austrália e Antártica.
Os oceanos são: Pacífico, Atlântico, Índico, Glacial
Ártico e Glacial Antártico.


Agora nós ja conhecemos a Terra por fora; vamos
ver como ela é por dentro.

A Terra por dentro
Nós conhecemos a Terra por fora porque temos os mapas
que nos mostram como são os continentes e os oceanos.
Nós podemos conhecer a Terra por dentro porque os
geólogos (cientistas que estudam a terra) fizeram a radiografia e nos dizem como
ela é, como é composta, quais são as camadas que formam o seu interior.
Camadas da Terra
A Terra é formada por três camadas: Crosta terrestre
ou litosfera, manto e núcleo.
A crosta terrestre, também chamada de litosfera é a
parte mais externa da Terra, onde vivemos.
A crosta terrestre é formada por rochas,
principalmente as rochas graníticas.
Ela é subdividida em crostra terrestre oceânica, a
parte recoberta pelos oceanos, e crosta terrestre continental, que constitui os
continentes.
A segunda camada é o manto, também subdividida em
manto superior e manto inferior.
O manto superior atinge uma profundidade de 400 km e
o manto inferior chega a atingir 1000 km de profundidade.
No manto superior está a astenosfera, próxima da
litosfera, uma camada menos rígida sobre a qual estão assentadas as placas
tectônicas.

A camada mais interior da Terra é o núcleo,
também subdividido em 2 camadas, o núcleo externo, dentro do qual está o núcleo
interno, em ebulição.
Placas tectônicas
Devido ao tremendo calor do núcleo da Terra, as
rochas se fundem e formam uma camada pastosa chamada magma, que às vezes
explode, saindo pelos vulcões.
Entre a litosfera e a astenosfera existem placas de
rochas que não se fundem, mas se movimentam dentro do magma, por causa da
ebulição do núcleo da Terra.
Atualmente, com o resfriamento da Terra,a temperatura
do magma diminuiu, portanto as placas se movimentam com menos intensidade, sua
força não dá para rachar os continentes, mas provoca terremotos, maremotos e
outros abalos sísmicos.
As placas tectônicas, que estão dentro do magma estão
dispostas entre si, como uma colcha de retalhos.
Quando o magma ferve,
elas se movimentam, batendo umas nas outras.

Abalos sísmicos
O abalo sísmico é ocasionado pelo movimento da terra
ou do mar, provocado pelo movimento das placas tectônicas, ocorrido quando o
magma está em ebulição.
O abalo sísmico causa um abalo violento que dura
alguns minutos e tem consequências tremendas. Os abalos sísmicos são medidos
pela escala Ritcher, que vai de 0 a 5.
São abalos sísmicos o terremoto e o maremoto, que
ocorrem na crosta terrestre, mas começam na região onde as placas estão se
movimentando.
O terremoto faz o chão tremer e provoca
desmoronamentos de prédios, rachaduras no solo e outros danos.
O maremoto faz o fundo do mar tremer, provocando
ondas violentas.
Maremotos e tsunamis são a mesma coisa, porém os
tsunamis têm ondas maiores e mais violentas.

Na figura da esquerda podemos ver como se forma esta
onda fatal.
A ruptura causada pelo tremor no leito do mar empurra
a água para cima, dando início à onda, que se transforma em uma onda gigante,
movendo-se nas profundezas do oceano em velocidade altíssima, mas que ao se
aproximar da terra, perde a velocidade e fica mais alta, quando ela então avança
por terra, destruindo tudo em seu caminho.
A Terra está com raiva
Nós já sabemos que entre a crosta terrestre e o
núcleo fica o manto, onde há uma região chamada astenosfera, onde ficam as
placas tectônicas, que se movem quando o núcleo entra em ebulição.
Algumas vezes o magma entra em ebulição mas não
provoca o movimento das placas, ele procura uma saida e explode provocando
erupções vulcânicas, outras vezes provoca o movimento das placas que causam os
abalos sísmicos (terremotos e maremotos).
Erupções vulcânicas
Uma erupção vulcânica é a explosão do magna por um
monte aberto no topo.
No gráfico ao lado vemos que no manto está a câmara
magmática, uma espécie de depósito do magma.
Quando ele esquenta muito procura uma saída para
explodir fora da terra.
Este caminho atravessa o manto, a crosta e sai pela
abertura do vulcão.
Ao ser expelida, a lava atinge quilômetros de altura
e depois escorre pelo monte, destruindo tudo o que encontra em seu caminho e
quando se resfria, a lava se transforma em cinza.


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